terça-feira, 31 de julho de 2012

D. Elvira

D. Elvira, distinta senhora do mundo das quatro rodas, sente-se hoje admirada por todos quantos passam no museu e se detêm junto dela. Mas nem sempre foi assim. Durante muito tempo esteve esquecida numa garagem cheia de pó e teias de aranha. Já não circulava depressa como o seu companheiro de garagem e, às vezes, algo se avariava deixando a sua família apeada antes do seu destino. 
Quando era nova tinha corrido por essas estradas fora. Na altura, muitas ainda eram de terra, o que obviamente, pensava ela, tinha ajudado a estragar o seu lindo corpo.
Certo dia, sentindo-se sozinha e muito velhinha, chegou o João, filho do Sr. Ferreira, com o seu amigo Zé que a olhou com espanto: “Oh! O meu pai anda à procura de um carro destes para a sua colecção!!”. “E o meu não sabe o que há-de fazer com ele…”, diz o João.
E foi assim que a D. Elvira depois de um merecido tratamento se passeou pelas estradas agora alcatroadas e se instalou na sua nova e confortável casa.

O carro de Júpiter


Era uma vez um carro verde,
Verde de pintura,
Pintura intensa,
Intensa e realeza,
Realeza de Júpiter,
Júpiter o carro tinha na era,
Era o carro de Júpiter!

Acróstico de carros


Correr, para quê ?
Andar?, não, assim vamo-nos cansar
Rastejar? Ficaríamos todos esfolados
Restam os carros, para que é que nos vamos cansar
Os carros levam-nos a todo o lado!
Sem eles demoraríamos muito tempo quando íamos passear!!!